A apenas 17 dias do Carnaval, a Eletrobras autorizou a liberação de R$ 2 milhões para a Liga das Escolas de Samba de São Paulo (Liga SP). Em informações ao Tribunal de Contas da União (TCU), a estatal informou que o propósito era financiar a compra de material para construção de carros alegóricos (ferro, solda, fibra, resina e isopor), material para os figurinos (penas de aves, plumas, tecidos e cola quente), mão de obra e instrumentos musicais. A explicação não convenceu o Tribunal de Contas da União (TCU), que agora quer que a Liga SP devolva o dinheiro para a estatal, já que se trata de recurso público federal.
O polêmico "patrocínio" da Eletrobras, agora investigado pelo tribunal, ocorreu no Carnaval de 2010. Com o objetivo de "fomentar a realização do desfile oficial das escolas de samba de São Paulo filiadas à Liga", a estatal argumentou que se tratava de uma "ação de comunicação", que se justificava pelo "interesse institucional demonstrado pela empresa em associar sua imagem a evento de grande potencial de divulgação da marca, além de ser ressaltada a ação social direta e indireta proveniente do apoio". O TCU, no entanto, rejeitou as explicações, por uma simples razão:
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