81% da população do Amapá busca atendimento médico na rede pública
Dados são da Pesquisa Nacional de Saúde, do IBGE.
Apenas o serviço odontológico é mais procurado na rede privada.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que dos 496 mil amapaenses que procuram o serviço de saúde, 81,3% buscam a rede pública. A preferência, segundo o estudo, é pela Unidade Básica de Saúde (UBS), com 58%. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada na terça-feira (2), e se referem a 2013.
O autônomo Adailson Brasil, de 28 anos, é um dos que utilizam a rede pública para buscar atendimento. Ele levou os três filhos à UBS Lélio Silva, na Zona Sul de Macapá, e disse que a procura pelo serviço gratuito ocorre pela falta de dinheiro para utilizar a rede privada.
"A gente não tem dinheiro e por isso vem aqui na UBS. Se fosse o contrário, a gente iria procurar um serviço melhor, porque não temos o tratamento adequado. São horas na fila para conseguir uma consulta e sempre faltam remédios", lamentou Brasil.
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, das pessoas que relataram não ter conseguido atendimento, 44% contaram que não havia médicos prestando o serviço e 21% não conseguiram vaga ou senha.
Além da procura pelas UBSs, de acordo com o IBGE, o amapaense costuma buscar Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs), com 17,9%; ambulatórios públicos, com 4,7%; e centros públicos especializados, com 0,5%. Na contramão da procura pela rede pública, os dados revelaram que ao buscar atendimento odontológico, 65% vão para a rede privada.
O IBGE também analisou a frequência da população na procura por atendimento médico. Segundo estudo, 74 mil pessoas informaram que procuraram uma unidade de saúde nas últimas semanas antes da pesquisa, correspondendo a 10,1%, sendo que 94% disseram ter conseguido atendimento.
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