Falta de legislação esportiva permite manobras como as de Ricardo Teixeira
Cerco ao ex-presidente da CBF se fecha com indiciamento da PF e escândalo da Fifa
Ao que parece, é apenas o começo. Contudo, o escândalo de corrupção que implodiu a Fifa e culminou com a renúncia do presidente Joseph Blatter já vem respingando de forma ácida nos comandantes do futebol brasileiro. O último a ser citado foi Ricardo Teixeira, que renunciou a presidência da CBF em 2012 e agora está sendo indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes: lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica e falsificação de documento público. A legislação esportiva ultrapassada é só um dos pontos que permitam manobras como as do ex-cartola, apontou o professor de MBAs da FGV Pedro Trengrouse.
Teixeira é suspeito de ter movimentado cerca de R$ 464,56 milhões em suas contas só durante o período da Copa do Mundo de 2014, quando presidiu o Comitê Organizador Local. As informações constam no documento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) entregue pela PF ao Ministério Público Federal.
O Coaf considerou a movimentação atípica e revelou também que o ex-presidente da CBF mantinha contas no exterior e repatriou valores para poder comprar um apartamento de R$ 720 mil no Rio de Janeiro – imóvel este vendido por um valor abaixo do mercado por Cláudio Abrahão, na época parceiro da CBF. De acordo com o relatório, Teixeira “não teria como justificar os valores envolvidos na aquisição”.
“As estruturas do esporte nasceram quando ainda administravam uma atividade amadora, que nos últimos 30 anos se transformou em um negócio multibilionário. Talvez não exista nenhuma lei que indique que o que Ricardo Teixeira fez é crime. Pode ser imoral, mas talvez não seja ilegal. E por isso que precisamos evoluir urgentemente a nossa legislação esportiva”, avalia Trengrouse. “Dizer que a Fifa, a CBF, as organizações esportivas são entidades privadas é um conceito antigo, antiquado. Elas são entidades sui generis e a legislação deve tratá-las como tal”, completa.
Teixeira também está sendo investigado no escândalo de corrupção da Fifa que já mandou sete dirigentes para a cadeia, mas, até o momento, seu nome não apareceu como envolvido.
FBI e procuradores dos EUA investigam Blatter, diz ABC News
CBF recebe renúncia de Blatter com "surpresa"
As denúncias contra Ricardo Teixeira tiveram origem em uma série de reportagens da TV Record e influenciaram diretamente na saída do cartola no comando da CBF, em 2012. O Jornal da Record trouxe à tona o esquema de propina envolvendo as empresas ISL e Sanud, entre outros, que teriam rendido mais de US$ 9,5 milhões a Teixeira e seu sogro, o ex-presidente da Fifa João Havelange, no momento da assinatura de contrato com a empresa que fornece material esportivo para a seleção brasileira.
Teixeira é suspeito de ter movimentado cerca de R$ 464,56 milhões em suas contas só durante o período da Copa do Mundo de 2014, quando presidiu o Comitê Organizador Local. As informações constam no documento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) entregue pela PF ao Ministério Público Federal.
O Coaf considerou a movimentação atípica e revelou também que o ex-presidente da CBF mantinha contas no exterior e repatriou valores para poder comprar um apartamento de R$ 720 mil no Rio de Janeiro – imóvel este vendido por um valor abaixo do mercado por Cláudio Abrahão, na época parceiro da CBF. De acordo com o relatório, Teixeira “não teria como justificar os valores envolvidos na aquisição”.
“As estruturas do esporte nasceram quando ainda administravam uma atividade amadora, que nos últimos 30 anos se transformou em um negócio multibilionário. Talvez não exista nenhuma lei que indique que o que Ricardo Teixeira fez é crime. Pode ser imoral, mas talvez não seja ilegal. E por isso que precisamos evoluir urgentemente a nossa legislação esportiva”, avalia Trengrouse. “Dizer que a Fifa, a CBF, as organizações esportivas são entidades privadas é um conceito antigo, antiquado. Elas são entidades sui generis e a legislação deve tratá-las como tal”, completa.
Teixeira também está sendo investigado no escândalo de corrupção da Fifa que já mandou sete dirigentes para a cadeia, mas, até o momento, seu nome não apareceu como envolvido.
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