terça-feira, 2 de junho de 2015

IML troca mortos e família diz ter sido induzida a reconhecer corpo errado

Dois homens faleceram no dia 28 - um foi agredido e, o outro, atropelado.
Irmão de um deles reconheceu o corpo, mas diz que foi induzido ao erro.

Carolina DantasDo G1 São Paulo
Os corpos de Valdenilson de Barros, de 55 anos, e Antonio Iak, de 73 anos, foram trocados pelo Instituto Médico Legal (IML) para reconhecimento das famílias. Os dois morrerem no dia 28 de maio e, a troca, teria acontecido no dia seguinte no IML Central.
A morte de Barros foi registrada no 74º DP - Parada Paivas e, no Boletim de Ocorrência, conta que o homem "teria sido encontrado com vestígios de violência". A causa do óbito, de acordo com o documento, ainda é suspeita.
Já o falecimento de Iak foi registrado pelo 14º DP - Pinheiros e, no B.O., a informação é de ele "foi vítima de atropelamento e veio a falecer no Hospital das Clínicas".
A família de Iak chegou a assinar o termo de reconhecimento do corpo de Valdenilson. Segundo o advogado da família de Iak, Ademar Gomes, eles teriam sido induzidos à identificação errada pelos funcionários do IML.
“Eles [a família] chegaram a dizer que achavam que o rosto estava inchado, diferente, mas os funcionários disseram que era daquele jeito mesmo, que era comum”, afirma Gomes.
A troca foi descoberta quando a família de Valdenilson de Barros também foi fazer o reconhecimento do corpo e disse que não sabia quem era o homem que estavam olhando. A filha de Valdenilson, Vânia de Barros, disse que foram até o local e não aceitaram o corpo.
“Nós dissemos que aquele não era o corpo do meu pai. E assinamos um termo logo depois”, conta Vânia.
A família de Iak aguarda a autorização da Justiça para a exumação do corpo de Valdenilson de Barros, que já foi enterrado. Depois disso, os enterros corretos podem ser realizados.
Em nota, o IML informou que “lamenta profundamente o erro, pede desculpas às famílias envolvidas”. O Instituto aponta o erro na identificação feita pelo irmão da vítima, que assinou o termo de reconhecimento.
Leia a nota do Instituto Médico Legal na íntegra:
Prezados,

A diretoria do IML lamenta profundamente o erro, pede desculpas às famílias envolvidas e informa que houve um erro na identificação feita pelo irmão da vítima, que assinou o termo de reconhecimento e recebeu o corpo como o correto. O IML, no entanto, não se exime da responsabilidade e determinou imediata apuração dos fatos, já afastando o funcionário que prestou atendimento para apurar eventual negligência. Além disso, os familiares foram chamados para participar dos trâmites judiciais para a exumação do corpo.

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