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O conflito no Iêmen sofreu uma nova escalada de violência com grandes ataques dos rebeldes xiitas contra a Arábia Saudita, em resposta a uma intensificação dos bombardeios aéreos, poucas semanas antes dos diálogos de paz previstos para Genebra.
Os rebeldes xiitas huthis e seus aliados, militares leais ao ex-presidente Ali Abdallah Saleh, lançaram neste sábado um míssil Scud contra o sul da Arábia Saudita, uma área que foi atacada na sexta-feira por várias frentes.
Segundo a imprensa saudita, esta é a primeira ofensiva desta magnitude o início, em 26 de março, da campanha de bombardeios aéreos da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes.
Os combates deste sábado deixaram quatro militares sauditas mortos, assim como dezenas de vítimas fatais do lado iemenita, segundo a coalizão.
"A ofensiva foi coordenada, planejada e aplicada por uma formação da Guarda Republicana", o corpo de elite do exército iemenita leal a Saleh, segundo um comunicado.
Em represália, os aviões de combate da coalizão bombardearam várias instalações militares e posições dos rebeldes no norte do Iêmen, incluindo a capital Sanaa, mas também no sul.
Durante a madrugada, os rebeldes lançaram um míssil Scud na direção de Khamis Mushait, uma cidade do sudoeste do reino, que foi interceptado pelas forças sauditas de defesa aérea.
As forças sauditas responderam e destruíram o local de lançamento de mísseis, ao sul de Sada, o reduto dos huthis no norte do Iêmen, afirma um comunicado.
Na sexta-feira, a rebelião aceitou iniciar negociações com o governo no exílio, diálogos que acontecerão em Genebra e terão a mediação da ONU, em uma tentativa de acabar com a guerra que devasta o país.
"Cada lado tenta ganhar espaço antes do início do diálogo", afirma o jornal pan-árabe Al Hayat, que menciona a possibilidade de uma trégua antes do início do Ramadã, o mês de jejum muçulmano, previsto para 17 de junho.
Nenhuma data foi estabelecida oficialmente para as conversações, mas, segundo diplomatas, devem começar em 14 de junho.
A meta é estabelecer o cessar-fogo, um plano de retirada dos rebeldes das zonas conquistadas e um aumento da ajuda humanitária.
Os rebeldes exigem o fim dos bombardeios aéreos da coalizão para restabelecer a autoridade do presidente Abd Rabo Mansur Hadi, exilado em Riad.
Saleh, principal aliado dos rebeldes, ainda não informou se o seu partido, o Congresso Popular Geral (CPG), participará nos diálogos de Genebra.
O conflito provocou 2.000 mortes e forçou mais de 545.000 pessoas a abandonar suas casas, segundo a ONU.



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