Ao minuto: Não é a permanência na zona euro que vai a votos, diz Tsipras
Sondagens mostram empate entre o "sim" e o "não" no referendo de domingo
O "sim" (nai) e o "não" (oxi)
CHRISTIAN HARTMANN /REUTERS
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O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, voltou na manhã desta sexta-feira a defender o “sim” no referendo, ao dizer que uma vitória do “não” vai “enfraquecer dramaticamente” a posição negocial do Governo de Atenas. Mesmo com um triunfo do “sim” as negociações serão “muito difíceis”, disse também, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel.
Aqui está o documento do FMI a que Alexis Tsipras se refere, e que foi divulgado publicamente quinta-feira – o relatório n.º 15/165 sobre a Grécia, datado de 26 de Junho de 2015.
No ponto 10 lê-se: "Dada a fragilidade das dinâmicas da dívida, são necessárias mais concessões para restaurar a sustentabilidade da dívida. Como exemplo, uma opção para recuperar a sustentabilidade seria a extensão do período de carência para 20 anos e o período de amortização para 40 anos em relação aos empréstimos da União Europeia que estão em vigor, e proporcionar novos empréstimos para cobrir as necessidades de financiamento em termos similares, pelo menos até 2018."

No ponto 10 lê-se: "Dada a fragilidade das dinâmicas da dívida, são necessárias mais concessões para restaurar a sustentabilidade da dívida. Como exemplo, uma opção para recuperar a sustentabilidade seria a extensão do período de carência para 20 anos e o período de amortização para 40 anos em relação aos empréstimos da União Europeia que estão em vigor, e proporcionar novos empréstimos para cobrir as necessidades de financiamento em termos similares, pelo menos até 2018."
Tsipras disse que a análise do FMI sobre a Grécia mostra que a dívida grega é insustentável e justifica a rejeição pelo seu Governo das propostas dos credores.
Tal como tinha dito numa entrevista na quinta-feira, Alexis Tsipras fez referência a um relatório do Fundo Monetário Internacional, que segundo o primeiro-ministro grego dá razão à posição do seu governo:
"Segundo o FMI, a única forma de a dívida da Grécia poder ser sustentável é através de um corte de 30% e um período de carência de 20 anos."
"Segundo o FMI, a única forma de a dívida da Grécia poder ser sustentável é através de um corte de 30% e um período de carência de 20 anos."
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