quarta-feira, 1 de julho de 2015


Ataque de jihadistas no Sinai contra exército egípcio faz dezenas de mortos

Israel fecha as fronteiras com o Egipto à medida que prossegue um dos maiores ataques islamistas no Sinai. Já foram confirmados 50 mortos.
O Egipto enfrenta há meses uma sucessão de ataques a figuras de Estado e forças. No início da semana, o procurador-geral do país foi morto. KHALED DESOUKI / AFP
Prossegue a onda de fortes ataques lançados por um grupo islamista contra o exército egípcio, no norte da Península do Sinai. O grupo Província do Sinai, um dos braços do autoproclamado Estado Islâmico na região, reivindicou o ataque que começou na manhã desta quarta-feira e que já fez pelo menos 50 mortos, de acordo com as últimas informações da Reuters.
É um dos maiores ataques islamistas na região. Segundo o exército egípcio, pelo menos cinco posições militares foram atacadas nesta manhã por cerca de 70 combatentes islamistas, que terão armadilhado também vias de acesso para impedir a chegada de reforços do exército. Entre os alvos estão também duas estações da polícia, em El-Arish e Sheikh Zuweid.
Ao final da manhã, caças F16 e helicópteros Apache tentavam controlar a situação para o exército egípcio. A situação no terreno é ainda incerta, mas as últimas informações da Al-Jazira indicam que Israel fechou os postos de fronteira com o Egipto e que os islamistas tentavam cercar uma esquadra da polícia em Sheikh Zuweid.
Segundo uma publicação do Província do Sinai no Twitter, o grupo atacou 15 posições militares e lançou três ataques bombistas suicidas nesta quarta-feira.
Ao longo dos últimos meses este grupo afiliado do autoproclamado Estado Islâmico matou já dezenas de polícias e militares egípcios no Sinai. Em Janeiro, uma onda de ataques desencadeada pelos extremistas matou 30 polícias e militares egípcios. 
Nesta segunda-feira, a explosão de um carro bomba no Cairo matou o procurador-geral do Egipto, Hisham Barakat. O ataque ainda não foi reivindicado, mas, em Maio, o braço do autoproclamado Estado Islâmico apelou a ataques contra "juízes" no país. 
       

Nenhum comentário:

Postar um comentário