Escritor cubano fala sobre desafio de retratar país na literatura
Tâmara Freire
Leonardo Padura vem à Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, para participar da mesa "De frente para o crime " durante a qual vai discutir o romance policial ao lado da autora inglesa Sophie Hannah, mas por nascer viver e falar sobre Cuba o escritor não consegue fugir dos questionamentos políticos e está tão acostumado que em uma coletiva de imprensa concedida nesta quinta-feira em Paraty antes mesmo de ser perguntado já deu sua declaração sobre o recente anúncio da reabertura das embaixadas de cuba e dos Estados Unidos.
Padura afirmou ainda que o principal compromisso dos escritores deve ser com a literatura e não com a militância política, mas disse que os cubanos devem oferecer sua própria visão sobre a vida do país até porque a sua por exemplo é muito diferente daquela retratada nos jornais oficiais.
Quanto aos estrangeiros Padura afirmou que eles tendem a utilizar informações sobre Cuba apenas para reafirmar seus próprios preconceitos a favor ou contrários ao comunismo e brincou.
Apesar de evitar fazer qualquer previsão sobre o futuro de Cuba com a reabertura das relações com os Estados Unidos e de não se posicionar nem como defensor nem como crítico ao regime de Castro, Padura flerta com a política em sua produção assim como fez Rubem Fonseca em Agosto que ele diz ser seu livro brasileiro preferido.
Padura em seu maior sucesso o homem que amava os cachorros se vale de uma história real como ponto de partida para um romance o livro reconta a trajetória de Ramon Mercader assassino de Leon Trotski.
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