Exterminador implacável: e não se pode... exterminá-lo?
É sempre divertido ver Arnold Schwarzenegger a brincar com as suas marcas de deterioração mas o filme falha esta nova vida.
Haja alguém que crie centros de explicação para uma nova disciplina: a compreensão da ordem temporal da saga doExterminador Implacável. Ao quinto filme é óbvio que ficamos completamente baralhados e às escuras acerca do que se está a passar, sobretudo em relação à evolução entre os anteriores filmes. A verdade é que não vale a pena. Fica a sensação de que é frustrante tentarmos encontrar fios de lógica sobre as motivações das personagens e toda a problemática quântica das viagens no tempo. Alan Taylor aposta na validade do "vale tudo", passe o pleonasmo. Já não importa o que aconteceu ou não aconteceu no capítulo 3 ou no 4 - filmes, aliás, bastante aquém dos dois primeiros.
O que poderá ser mais complicado ainda é perceber se este não será o pior filme desta franquia, estando numa luta muito renhida com Exterminador Implacável: Salvação (2009), de McG. Se a série tinha sido já desvirtuada com o terceiro filme, Ascensão das Máquinas (2003), de Jonathan Mostow, o pior veio depois com uma reconfiguração do próprio conceito através da visão apocalíptica de McG. Agora, Alan Taylor, apresenta-nos um filme que tenta voltar às "origens" mas que cai na preguiça de um guião apostado numa dependência de efeitos visuais que só sabem criar ilusão de explosões, destruição e ruído, tal como aliás o recente cinema de entretenimento de super-heróis de Hollywood nos tem habituado. O novo vilão, John Connor, o próprio filho de Sarah Connor, a heroína do primeiro filme, não chega a espantar com a sua embalagem de "reviravolta".
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