Sucesso da Flip aumentou atividades culturais em Paraty, diz secretária
Lisyane explica que, em 2012, o Sesc comprou um casarão da década de 40, que está em fase final de reforma, para a implantação do centro cultural que vai levar para Paraty os projetos de circulação nacional e os de valorização dos artistas e produtores locais.
“Foi a cidade que nos escolheu. O fundador, Giancarlo Mecarellli, foi assistir a uma Flip, em 2004, e a partir do evento decidiu que ali deveria existir um festival de fotografia. Já estamos indo para a 11ª edição”, revelou. Neste ano, a Flip e o Paraty em Foco interagem, com o lançamento do fotolivro Periscope, de José Diniz, e a abertura, amanhã (2), de exposição na Galeria Zoom de Fotografia.
De acordo com a secretária de Cultura, além de intensificar a relação de Paraty com a literatura, a Flip também trouxe “um jeito de fazer eventos” para a cidade, conhecida pelas diversas festas tradicionais durante todo o ano. A Flip, segundo ela, inovou na nova forma de fazer evento cultural de qualidade, de altíssimo nível, investindo na formação de agentes locais, que participam e trabalham na Flip, e abriu uma biblioteca importantíssima. Depois, vieram outros eventos, acrescentou Cristina.
Em outubro, Paraty deve receber, pela terceira vez, a Mostra Internacional de Música em Olinda, que passou a se chamar Festival Mimo, e há dez anos reúne música instrumental de todos os continentes em cidades históricas. O Encontro de Cultura Negra de Paraty vai para a 17ª edição em novembro, promovido pelos quilombolas do Campinho da Independência, na área rural do município. No mesmo mês, a cidade recebe também a quinta edição do festival Paraty Latino, com atrações internacionais e nacionais da música brasileira e dos ritmos dançantes do Caribe. O Bourbon Festival de Jazz ocorreu em maio.
Fundada em 1667, em torno da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, Paraty se desenvolveu com os engenhos de cana-de-açúcar e, no século 18, foi o porto que escoava ouro e pedras preciosas das Minas Gerais para Portugal, perdendo importância após a construção de novo caminho da Estrada Real, que ia direto para o Rio de Janeiro. A construção da Rodovia Rio-Santos, na década de 1970, proporcionou que Paraty se tornasse polo de turismo nacional e internacional, com o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Área de Proteção Ambiental do Cairuçú e a Reserva da Joatinga, além de fazer limite com o Parque Estadual da Serra do Mar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário