quinta-feira, 19 de março de 2015

                                           ECONOMIA:

A própria Eletrobras acabou encontrando irregularidades no repasse. O patrocínio de R$ 2 milhões foi acertado no dia 11 de fevereiro de 2010. Passado o Carnaval, a Liga SP apresentou, já em maio, uma série de notas fiscais para comprovar que usou o dinheiro para aquisição de materiais carnavalescos para as escolas de samba filiadas à instituição.
À época, o valor total apresentado pela Liga chegou até a ultrapassar o limite acordado, com despesa no valor de R$ 2.046.674,70. Depois de analisar as notas, a Eletrobras decidiu devolver integralmente os comprovantes, para corrigir "despesas excedendo os limites de valor das rubricas" e "notas fiscais que não faziam referência ao contrato e ao evento".
A Liga fez uma limpa no material e submeteu à estatal uma cobrança bem inferior, de R$ 708.834,18. Depois de analisar a documentação reenviada, a Eletrobras decidiu reduzir ainda uma cobrança de R$ 94.350,80 sob o argumento de que se tratava de "despesas em desacordo com o contrato anteriormente firmado". Feitos os ajustes, pagou à Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo o valor de R$ 614.628,78.

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