"Constatou-se, no curso da auditoria, que os responsáveis aprovaram um projeto básico manifestamente inexequível, considerando a data em que foi aprovado, a data de assinatura do contrato de patrocínio e as datas de realização do evento patrocinado, bem como aceitaram uma prestação de contas que não comprovava a correta aplicação dos recursos públicos", concluíram os auditores da corte de contas.
Apesar dos apontamentos, o ministro relator Raimundo Carreiro decidiu que não há punição necessária neste acaso. "Muito embora a prestação de contas não seja aderente às normas vigentes, houve a exposição da marca associada ao reembolso de despesas realizadas com materiais usados em eventos carnavalescos", declarou Carreiro, em seu voto.
A Eletrobras, segundo o ministro, teve o direito de associar a sua marca ao Carnaval de São Paulo, "tendo logrado êxito em ver exposta, em banners distribuídos nas quadras das 22 escolas afiliadas e sonorizações no sambódromo nos intervalos dos desfiles, entre outras, a sua marca a milhares de pessoas presentes no local do evento e a grande número de telespectadores de emissora brasileira".
A Liga SP foi fundada em 1986, com a função de coordenar a atuação conjunta das escolas do grupo especial e do grupo de acesso do Carnaval paulistano. A instituição é uma Organização Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) ligada ao Ministério da Justiça. Segundo informações do portal da Liga SP, atualmente 22 agremiações e um afoxé estão ligadas à organização.
Siga o Yahoo Notícias no
Nenhum comentário:
Postar um comentário