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Madri, 15 abr (EFE).- O Ministério das Relações Exteriores da Espanha convocou nesta quarta-feira o embaixador da Venezuela em Madri, Mario Ricardo Isea, para expressar o mal-estar e rejeição do governo pelas últimas declarações do presidente venezuelano Nicolás Maduro, disseram à Agência Efe fontes diplomáticas.
Maduro criticou ontem a resolução aprovada no Congresso dos Deputados espanhol a favor da libertação de políticos venezuelanos presos, e disse que preparará um conjunto de "respostas integrais" para enfrentar Madri.
Isea foi recebido no ministério pelo diretor-geral da região ibero-americana, Pablo Gómez Olea. O embaixador permaneceu na chancelaria por cerca de dez minutos e saiu sem dar declarações.
O Congresso dos Deputados pediu ontem a libertação "imediata" do líder opositor venezuelano Leopoldo López, do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, e de outros políticos do país presos pelo governo de Nicolás Maduro.
A resolução, formulada pelos partidos PP e PSOE, pede que o governo espanhol tome todas as medidas necessárias perante as autoridades venezuelanas e a comunidade internacional para conseguir a libertação dos líderes opositores.
O presidente da Venezuela criticou a resolução e disse que preparará um conjunto de "respostas integrais" contra Madri.
"Eu ordenei à chancelaria e ao conselho de vice-presidentes de governo que analisemos a agressão que estamos sendo vítimas em nossa pátria venezuelana por parte das elites corruptas e corrompidas da Espanha e preparemos um conjunto de respostas integrais", disse o presidente durante seu programa de rádio e televisão.
"Estou preparado para enfrentar Madri", disse Maduro, O presidente afirmou ainda que "todos os dias" parte da Espanha "um ataque" contra Venezuela com informações que só buscam "semear o medo e o ódio".
As relações entre Espanha e Venezuela se desgastaram no final de outubro do ano passado, quando o presidente do governo, Mariano Rajoy -em sua condição de líder do Partido Popular- recebeu Lilian Tintori, esposa do opositor Leopoldo López.
O opositor está preso por sua suposta responsabilidade em atos de violência durante as manifestações antigovernamentais do início de 2014, que deixaram 43 mortos.
O encontro provocou mal-estar e Maduro chamou seu embaixador em Madri para consultas. Isea só retornou para a Espanha em fevereiro deste ano.
Ontem mesmo, horas antes da aprovação no Congresso da resolução sobre os opositores detidos, o embaixador disse em um ato público que os partidos espanhóis não deveriam "fazer o jogo" de quem busca a impunidade sem um julgamento apropriado. EFE
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