quinta-feira, 6 de agosto de 2015


Derrotas de Dilma no Congresso são reflexo da impopularidade, diz Cunha

Pesquisa do instituto Datafolha mostrou que 71% desaprovam o governo.
Para presidente da Câmara, Dilma não consegue reverter impopularidade.

Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta-feira (6) que a presidente Dilma Rousseff alcançou um “nível grande” de impopularidade, que, segundo ele, dificulta uma recuperação. Para o deputado, as derrotas do governo em votações no Congressosão reflexo dessa impopularidade.
Gráfico da pesquisa Datafolha sobre a popularidade da presidente Dilma Rousseff (Foto: Arte/G1)
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta pelo jornal "Folha de S.Paulo" indica que 71% dos entrevistados avaliam o governo Dilma como “ruim” ou “péssimo”. A aprovação ("otímo" ou "bom") é de 8%, segundo o instituto. O levantamento foi realizado pelo com 3.358 pessoas de 201 municípios do país entre os dias 4 e 5 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A atual taxa de reprovação da presidente da República é a pior da história da pesquisa, superando os 68% de "ruim" e "péssimo" registrados pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello em setembro de 1992.
De acordo com o presidente da Câmara, a perda de apoio do governo se reflete nas recentes derrotas em votações no Congresso Nacional. Na madrugada desta quinta, a Câmara aprovou uma das chamadas "pautas-bomba" para o governo – a proposta de emenda constitucional que eleva os salários de carreira da Advocacia Geral da União. O custo estimado da medida, segundo o Ministério do Planejamento, é de R$ 2,4 bilhões.
“Ela [Dilma] está num nível grande de impopularidade que não consegue reverter. Então, o governo vai perdendo credibilidade e apoiamento da sociedade como um todo. E isso reflete no Congresso”, declarou Eduardo Cunha.
Temer fala em reversão
Mais otimista, o vice-presidente da República, Michel Temer, comentou o resultado mais cedo nesta quinta-feira e disse acreditar que o quadro "em breve se reverterá”.
"A pesquisa de hoje não será a de amanhã. Tenho absoluta convicção. Conversei com a presidente Dilma, conversei no governo, e em breve tempo essa pesquisa se reverterá, ou seja, a presidente Dilma terá um apoio extraordinário da população brasileira", afirmou o vice.

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