quarta-feira, 13 de maio de 2015



Grupo designado Estado Islâmico reivindica atentado de Carachi contra xiitas

O grupo designado Estado Islâmico reivindicou o ataque a tiro a um autocarro no Paquistão, que transportava membros da minoria xiita ismaelita, e que matou 43 pessoas, alegadamente o seu primeiro atentado neste país.

A reivindicação deste grupo, feita através da rede social Twitter, é suscetível de agravar os receios com a influência desta organização extremista, baseada no Médio Oriente, uma vez que esta ação sucede ao anúncio, feito em janeiro, da criação de um ramo numa região que engloba o Afeganistão, o Paquistão e partes dos países vizinhos.
"Graças a Alá, foram mortos 43 apóstatas e cerca de 30 foram feridos", declarou o grupo, em declaração feita em Árabe.
O Paquistão tem assistido a uma onda crescente de violência sectária nos últimos anos, em particular contra os xiitas, que representam cerca de 20% da sua população, maioritariamente muçulmana, de 200 milhões.
Fonte militar adiantou que o ataque foi feito por seis homens, que se deslocavam em motocicletas, que entraram no autocarro e dispararam indiscriminadamente.
O príncipe Karim Aga Khan, que é o líder espiritual da comunidade ismaelita mundial, já condenou o atentado, à semelhança do primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, e do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
Tem havido preocupações crescentes com a possibilidade de o grupo conseguir apoio no Paquistão, que tem dezenas de grupos a atuar.
Um grupo designado Jundullah, que já reivindicou atentados relevantes, incluindo um a uma igreja em Peshawar, que matou 81 cristãos em 2013, também reclamou a autoria deste ataque ao autocarro.
O Jundullah já declarou a sua obediência ao grupo Estados Islâmico.

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